Acessos Hidroviários

 

O cais do Porto de Cabedelo localiza-se na margem direita do rio Paraíba e conta com acessos fluviais e marítimos de boa profundidade natural.
Os acessos hidroviários dão-se geralmente através dos meios aquáticos, mais especificamente por canais (artificiais em alguns casos) que interligam o mar aberto (ou rio) aos portos, onde embarcações devem atracar para (des)carregar mercadorias e ou passageiros, efetuarem manutenção, etc.
 
Como é sabido, portos devem ser construídos em regiões de águas calmas, ou seja, abrigados dos ventos, das ondas e das correntesas. Localizados sempre à beira de um oceano, mar, lago ou rio, devem obrigatóriamente possuir profundidade necessária a garantir que a embarcação flua com segurança até o porto, a fim de resguardar perigos como encalhe ou acidentes no casco que possam comprometer a estrutura do transporte (e seu naufrágio).
 
O Porto de Cabedelo possui dois acessos hidroviários: o fluvial e o marítimo.
 
 
Acesso Marítimo
 
Feito pela barra, na entrada do estuário do rio Paraíba do Norte, o canal de acesso, cuja largura varia entre 120m, alcançando até 200 metros por sua extensão total de 5,5 km, e profundidade de 9,14 metros. Com a atual profundidade do canal é possível atracar navios de até 220 metros de comprimento e 40 metros de boca. Existe um projeto que pretende ampliar a profundidade deste acesso p/ 12 metros, o que irá beneficiar o porto, pois atrairá embarcações maiores, como grandes navios cargueiros e cruzeiros
 
 
 
Acesso Fluvial
 
Dar-se através do rio Paraíba, com condições de navegabilidade para embarcações com calado máximo de 6,0 metros, sendo assim, somente trafegam pequenas embarcações, não influindo no volume das cargas movimentadas. São águas fluviais tranquilas que possibilitam o transporte de passeio e recreio, podendo viabilizar também a movimentação de cargas entre o porto e o retro-porto do Jacaré.
 

Canal de Acesso
 
O canal de acesso ao Porto tem início nas coordenadas da boia n° 02 e término nas proximidades do cais acostável, possuindo 6,0 quilômetros de extensão, 150 metros de largura e permitindo, a navegação de embarcações com até 9,14 metros (30 pés) de calado, dependendo da amplitude das marés. 
 
A atual profundidade do canal está perto de 11 metros de profundidade. O Ministro Leonidas Cristino autorizou o Presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome a contratar o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) a elaborar com urgência, um projeto de viabilidade econômica, engenharia e orçamento para ampliação das obras de aprofundamento do canal de acesso do Porto de Cabedelo/PB (dos atuais 9,20 metros para 14 metros)
 
 
Barra
 
A barra de entrada para o canal de acesso do Porto de Cabedelo está localizada após as bóias de sinalização náuticas, contemplando o mar aberto, sem limitações de tamanho.
 
 
Bacia de Evolução
 
A bacia de evolução possui extensão de 700 metros, largura de 300 metros e profundidade de 9,14 metros também permitindo a manobra de navios com calado compatível ao do canal de acesso. Ela é formada por areia e arenito categoria ISRM R1 e ISRM R2/R3.
 
 
Áreas de Fundeio
 
Também conhecida por ancoradouro ou fundeadouro, a área de fundeio é uma região, em mar (ou rio), bastante profunda, que antecede o porto, onde as embarcações lançam âncora e aguardam até que seja autorizadas a atracar no berço do porto (onde é feito o caregamento e descarregamento).
 
O Porto de Cabedelo dispõe de uma área de fundeio localizada na barra, onde o navio fica aguardando a autorização para atracação. 
 
 
Dragagem
 
A fim de atrair novas embarcações (especialmente novas rotas comerciais), deu-se início a obra de dragagem do canal de acesso ao porto ampliou a profundidade do canal de acesso, de 9m para 11 m, na maré 0,0 cm. Hoje é  possível a atracação de navios de 40 pés de calado e 30.000 TPB (tonelada por porte bruto), e capacidade operacional em termos de carga de 60 mil toneladas (antes restrita a  navios com capacidade de até 35.000 toneladas de carga)
 
A dragagem teve início em julho de 2010, conforme diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Dragagem – PND, elaborado pela SEP - Secretaria dos Portos, através da Lei Federal n°11.610, de 12 de dezembro de 2007. Porém o contrato com a construtora foi quebrado em maio de 2012, e a dragagem foi interrompida com 92% da sua execução concluída, faltando 294.000 m³ a ser dragado, conforme 11° relatório de monitoramento ambiental, feito pela empresa G2. O novo pleito com a SEP visa a realização de uma nova dragagem, a ser licitada no ano de 2012, com a perspectiva de aprofundamento do calado para até 14 metros. 
 
 
Taxa de Assoreamento
 
Como é natural da atividade portuária, o Porto de Cabedelo, contemplando sua bacia de evolução e seu canal de acesso, existe uma tendência natural para o assoreamento. Porém, não é um assoreamento significante que mereça maiores estudos. Pode-se dizer que, um tempo médio para assorear esta área, seria de aproximadamente, dez anos. Esta característica é importante na área portuária, pois os trabalhos de manutenção de dragagem não precisam ser constantes. Pode-se dizer que o sucesso da baixa taxa de assoreamento no Porto de Cabedelo é devido a existência do molhe, que não permite a vinda dos sedimentos para as maiores profundidades.
 
 
Transporte Hidroviário

Além de baratear o processo logístico de empresas, este tipo de transporte (hidroviário), constituem importante ferramenta para o comércio interno e externo, pois propiciam a oferta de produtos a preços competitivos. São pelos portos, através do transporte hidroviário, que ocorre o escoamento de mercadorias com grande volume e que precisem percorrer longas distâncias. Os portos precisam atrair embarcações a atracarem nela, pois, além de minimizarem os custos de logística, incentivam a competitividade, diminuem o fluxo de transporte terrestre (cujas despesas são elevadas, tanto em termos de manutensão das vias, quanto dos transportes), além de oferecem menos riscos a saúde e segurança da população.

 

Farl da Baía da TraiçãoFaróis ao Navegante

O Estado da Paraíba possui 3 faróis: 2 ativos e um não. Ambos servem para sinalizar terra aos navegantes.

Grande Moinho TambaúPara as embarcações vindas do mar do norte, a primeira vista é visível o farol Baía da Traição, na cidade de mesmo nome. Construido sobre em uma ilhota, no mar, a alguns metros da costa, serve especialmente para proteger as embracações de recifes, rochas e do mar raso, característica no litoral norte do Estado. A partir dele também é possível avista a igreja da cidade, e as barreiras de Miriri, numa cidade vizinha, Rio Tinto, indo na direção do porto à 15M.

Mais adiante, já aproximando-se à baía de Cabedelo, é possível reconhecê-la através de alguns pontos em terra, como o Grande Moinho Tambaú, com torres de 73m de altura, no Complexo do Porto de Cabedelo, a igreja de Lucena, no alto do monte, na ponta de Lucena e o farol Pedra Seca.

O Farol Pedra Seca foi o primeiro farol do estado, inaugurado no século XVIII, com 14m de altura. Era o que havia de melhor e mais moderna em termos de sinalização náutica na época, no mundo. A torre, octogonal, foi erguida sobre uma lage de alvenaria, hoje à 400m da beira-mar. O monumento continua ativo e teve sua iluminação adaptada a tecnologia atual, com alcance de 16 milhas náuticas. Hoje cumpre uma tarefa importantíssima, servindo como referência para a entrada do canal do porto.

Para os navegantes vindos do mar do sul, é possível avistas terras paraibanas através do farol do Cabo Branco, no alto da Ponta do Seixas, sobre o extremo oriental das Américas: a ponta mais meridional do continente. Na mesma região também são visíveis a igreja da Nossa Senhora da Penha e o convento. A oeste do faról é possível contemplar a paisagem urbana da capital João Pessoa, com suas praias bem edificadas e iluminadas. Deste ponto é possível avistar também o município de Cabedelo, o farol da Pedra Seca e todo o Complexo Portuário.

Vale ressalvar que embarcações devem navegar no canal de acesso com cautela em função de seus baixos-fundos e bancos de areia próximos à margem, com profundidades menores que 4 metros em alguns pontos, com riscos de encalhe. Região devidamente sinalizada por bóias luminosas de boreste e bombordos, numeradas.