Acessos Ferroviários

 

O historiador Horácio Almeida dizia que "o progresso entrou na Paraíba pela linha de ferro. Por onde apitava o trem uma emoção nova nascia, a econômia crescia!

Dada a posição geográfica privilegiada do Estado na região Nordeste, com um porto em franca expansão (que é inclusive o mais integrado a chamada navegação de cabotagem), possui atributos que garantem aos usuários do Porto de Cabedelo uma excelente logística e escoamento de mercadorias.  Ideal para o transporte de cargas de grandes proporções, é mais barato que o tradicional transporte rodoviário, e também mais seguro: permite a preservação das estradas de rodagem (que geralmente são afetadas pelo sobrepeso do transporte de carga), mais vulneráveis a interceptações, assaltos e  acidentes envolvendo vidas fatais.

Os acessos ferroviários ao porto são feitos pelas Estradas de Ferro da Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN. Contando com mais de 500 km de linha férrea em bitola métrica, corta todo o Estado da Paraíba no sentido Leste-Oeste. Ela nasce dentro do Porto e vai até a divisa Paraíba-Ceará, passando, entre outras, pelas cidades de Cabedelo, Santa Rita, Paula Cavalcanti, Itabaiana, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras, permitindo com isso, ligações com o interior e as capitais dos estados vizinhos.

A malha em questão serve o Porto Organizado através de 03 (três) ramais paralelos ao cais, que estão sendo revitalizados, dada a importância de operar através de trilhos no Porto de Cabedelo. Existem inúmeros projetos para a expansão desta malha ferroviária, envolvendo grandes empreendimentos como o da Transnordestina, que terá linha férrea em bitola mista.

Fonte: Companhia Ferroviária do Nordeste
 
O projeto Transnordestina engloba 1.728km de estrada de ferro unindo a caatinga ao mar até 2014, por duas vias, Piauí-Ceará e Piauí-Pernambuco. O empreendimento permitirá a interligação do Porto de Cabedelo - PB, aos Portos de Pacém no Estado Ceará, de Itaqui no Estado do Maranhão e ainda ao de Suape no Estado de Pernambuco, favorecendo assim, o desenvolvimento da região, pois elevará a capacidade de escoamento da produção nessas localidades e beneficiará toda a Região Nordeste.
 
Um dos ramais que interligarão a Paraíba à Transnordestina é o que sairá da região de Missão Velha, cariri cearense, passará por Cajazeiras, seguirá até o porto de Cabedelo. Quando estiver pronta, a Transnordestina poderá transportar cerca de 30 milhões de toneladas de cargas ao ano (como grãos, minérios, fruticulturas e combustíveis), evitando que a produção agrícola e mineral de uma vasta região tenha de percorrer milhares de quilômetros por caminhão para ser escoada. Além disso, com as ferrovias será mais econômica a distribuição de produtos industriais e de combustíveis no sertão do Nordeste, em zonas que vêm ganhando destaque na produção de grãos e na pecuária.
 
Há um outro ramal já existente, que com a Transnordestina será revitalizado e prolongado, seguindo pela faixa litorânea da Paraíba, de norte a sul. Inicialmente a velha estrada férrea ligava a estação Brum, em Recife-PE à estação Pureza, na cidade de Timbaúba-PE, divisa com a Paraíba, e seguia até Macaú-RN. Um terceiro ramal deve ser revitalizado, interligando a cidade de Sousa-PB, no extremo oeste deste estado à Mossoró-RN, cidade do extremo norte daquele estado.
 
A implantação da Ferrovia Transnordestina, como parte da Malha Ferroviária do Nordeste, além de se constituir como um elemento catalisador do desenvolvimento regional pelo porte dos investimentos e pela sua função de proporcionar redução de custos na cadeia produtiva inter-regional, é estratégica para a interligação com os sistemas ferroviários centro e norte do país, viabilizando assim, o estabelecimento de um fluxo contínuo de cargas e a operação dos transportes através de Corredores Multimodais.
 
Malha ferroviária do Nordeste
 
Diante da dimensão continental do Brasil, transportar mecadorias através das malhas marítimas e ferroviarias é sinônimo de econômia, efetividade logística e respeito ao meio ambiente, por serem menos agressivas e menos poluentes. Além de estreitar e facilitar distancias entre mares e extremos territoriais.